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Cavalinho de Pau

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  Lembro o cavalinho de pau onde eu galopava  imitando os cowboys dos filmes de bang bang Lembro de atirar de espoleta matarmos e morrermos amigos a vida se exauria num estalo e faiscas de pólvora com a gente renascendo pr'um novo tiroteio Não sei se era uma cultura  de violência e armas mas brincar era muito divertido e morrer não era ruim e nem o fim Eu aprendi a montar um cavalo de verdade aprendi a selar, apertar a barrigueira e cavalgar mas montei no pelo sem sela também memórias da Fazenda Tigre Branco... 17/01/2026

Down Em Mim

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  Down Em Mim “Eu não sei o que meu corpo abriga, nessas noites quentes de verão...”   21/09/2023  Eu tive um sonho muito horrível neste começo de madrugada, e acordei berrando por alguns segundos, até me sentar na cama assustado. Durante o pesadelo, eu senti uma presença medonha junto à mim, talvez uma entidade, quem sabe ela mesma,   a “Dona Morte”, se é que existe a morte como um ser, trajando vestes largas e sombrias tal como um poço negro sem fundo. Essa entidade ia se aproximando sorrateira, estendendo seu manto negro sobre mim, se aconchegando ao meu corpo, e assim ia sugando todo meu ser aos poucos. Na extensão de seu manto largo, caberão um ou dois universos? Não sei, mas o manto era todo cosido com fios de esquecimento, da vida, das dores, dos prazeres, de amores e ódios, da minha força e fadiga... E quanto mais este manto me cobria mais ia me conduzindo pra distante, e me fazendo esquecer até mesmo de respirar, quando num soluço consigo me libertar...

Se minha lixeira falasse, ou sobre a ofensa de um tonto da rua Síria

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No sábado de manhã, final de Abril, saí cedo com a Bellinha e ela fez caquinhas pelo caminho por duas vezes. Como eu costumo andar prevenido, nas duas vezes eu recolhi com saquinhos de papel que eu sempre trago de Santos, e estes depois são acondicionados em sacolinhas plásticas de supermercado. Ou seja, cocô de cachorro muito bem embalado. Se alguém abrir pensando que é algo de comer, sinto muito! Em ambas as vezes que a cadela defecou, calhou de eu deixar a sacolinha com dejetos numa lixeirinha em frente a uma casa na Rua Síria, por onde desci em direção ao Supermercado Pirâmide. Na volta do supermercado, foi quando a Bellinha fez cocô pela 2ª vez, e como eu por coincidência estava passando justamente próximo à mesma lixeirinha, peguei a sacolinha e dirigi-me a ela. Esta lixeira já contava com um galão plástico de 5 litros e outros sacos deixados, pois hoje é sábado, e dia de recolha de lixo no bairro onde moro. Porém neste momento estavam dois homens saindo de um automóvel estac...

Um sonho, eu e um boneco

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Eu havia emprestado uma geladeira a um conhecido, um rapaz jovem. Me lembro de tê-la aberto rapidamente no apto. dele, que ficava no mesmo prédio que o meu, e verifiquei que estava com algumas provisões.  Depois, em alguns segundos nós já descemos pra outro apto. no mesmo prédio, e era o apto. da mãe, que estava no local com algumas mulheres, talvez tias ou amigas, costurando. Eu perguntei se o rapaz não precisaria estar adquirindo uma geladeira, quem sabe a minha até, já que é um eletrodoméstico indispensável. A mãe se pôs na defensiva, como se o filho não precisasse de uma geladeira, afinal de contas, vivia num espaço tão próximo de sua mãe e até de seu pai que era separado, e tinha uma outra unidade no mesmo edifício. Imaginei que então ele fizesse suas refeições mais no apto. da mãe ou do pai, do que em seu próprio apto, e estas refeições com seus pais em família certamente eram importantes. Enfim, não me senti animado a seguir com aquele assunto, e onde eu estava numa área abe...

Deus me dê forças

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Intitulada

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  A madrugada vai se indo Chega o cedo da manhã E os pássaros festejantes Vão cantando o sol raiar. Com os olhos tristes do sol O índio vê seu lugar Que num passado remoto Fugiu sem lhe avisar. Foram os que vieram do mar, e Que cresceram em terra alheia Os que fizeram cinzenta A relva verde, a mata imponente. 22/08/1986    ® dreiblue97@gmail.com  

Obrigado Deus

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  Você carrega um pedaço meu você se sente à vontade você chora, você ri e nós dois somos a mesma essência o mesmo sentido de viver a mesma eterna busca por prazer Porque eu vejo tanta beleza? das luzes e ruídos das cidades à tranquilidade e paz das florestas e em mais um dia único e inesquecível  de sol à beira mar Está chegando a primavera de minha alma e eu só vejo campos floridos onde quer que eu vá seja em favelas ou na Disneylandia eu sei de todo o tesouro que existe por detrás de um sorriso sincero e inocente  Se um dia minhas palavras te agrediram me perdôe, te peço de todo meu coração mas eu também quis guerrear quis ser mais forte, mais viril quis estar em páreo com meu orgulho No entanto agora só resta felicidade, tristeza e poesia consolidadas numa música imemorial  que ecoa pelo espaço percorre e guia agora também os caminhos infindos de meu espírito Se eu puder escorrer de sua alma  a essência pura que eu por toda minha existência busquei eu estare...